



Colonial Memory Is Paper Thin | Simphiwe Mlambo
23.09 - 21.11.2025
Colonial Memory Is Paper Thin confrontou o apagamento histórico inscrito na paisagem dos Jardins do Palácio de Cristal e no legado da Exposição Colonial Portuguesa de 1934. A investigação analisou como documentos desaparecidos, fotografias descontextualizadas e arquiteturas silenciam histórias de extração, deslocamento e exibição de sujeitos africanos em Portugal. Combinando cartografia, têxteis, fragmentos de arquivo e camadas sonoras, o projeto construiu uma contra-cartografia: uma tapeçaria crítica que recusa a suavização da memória colonial e reinscreve as vidas omitidas. A artista colaborou com Caterina Araya (investigadora em memória e direito à cidade) e Pedro Gomes (artista visual cujo trabalho articula arte e justiça social).
Simphiwe Mlambo é artista interdisciplinar e investigadora em arquitetura, focada na relação entre espaço, memória e geografias negras. O seu trabalho aborda questões de terra, fronteiras e imaginários espaciais. Com M.Arch (distinção) pela Graduate School of Architecture (GSA) de Joanesburgo, tem investigado formas de resistência nas cidades africanas e nas suas diásporas, através de pesquisa, criação artística, ensino e curadoria. Como assistente na GSA, o seu trabalho extravasa a academia, influenciando práticas artísticas contemporâneas e discursos espaciais críticos. Reconhecida como uma das “100 Voices in Design” pela Scape Magazine (2024), participou nos programas Emerging Practice (EP2) do Goethe-Institut Johannesburg (2024) e Power Talks (2021). Colaborou em 2023 na exposição Ecospheres da Johannesburg Contemporary Art Foundation. No RGC Global Blackness Summer School (2022), apresentou uma cartografia sonora da sua dissertação no painel “Geographies of Care” com Tina Campt. Trabalhou com o WAI Think Tank no projeto “From Landgrab to Landback” (2023), e integra atualmente o Gauteng City-Region Observatory (GCRO), investigando transformações espaciais. Em 2024 juntou-se ao Young Black Academics Research Collective.
A residência de Simphiwe Mlambo realizou-se no âmbito do programa InResidence, Ágora - Cultura e Desporto, E.M.